Trata-se do mais potente diesel jamais produzido pela marca: 313 cv de potência graças a um motor de oito cilindros em V alimentados por dois turbocompressores paralelos sequenciais, arrefecidos a água.
Suave como veludo, o motor mal se ouve, mesmo quando solicitado a “velocidades de perda de carta”. Tudo tratado por uma caixa automática FF de oito velocidades, manuseada quer manualmente nas patilhas por baixo do volante, quer na posição D do botão de selecção automática. A Rover reivindica um consumo de 9,5 litros/100 km e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,8 segundos. Nós acrescentamos que sobe até aos 220 km/h a um regime de rotações baixíssimas, 4.500.
Para que tudo funcione na perfeição – motor, caixa, travões, direcção, ar condicionado, som, estabilidade, descida, subida, lama, água, etc. o Rover tem ao serviço do condutor, nada mais nada menos do que 64 computadores. Alguns deles servem para trabalhar nas descidas íngremes em que entra em funções o “Terrain Response com Gradient Accelaration”, evitando que apliquemos o pé no travão. Outra função assistida é aquela que permite arrancar suavemente nas subidas chamada “Hill Start Assist”.
Posição de condução, ambiente a bordo, leitura da direcção assistida, espaço, sofisticação técnica, tudo o que o condutor moderno deseja, encontra no Range Rover TDV8. E mais: o carro tanto se porta bem no dia-a-dia do casa-trabalho-casa como domina com segurança os tenebrosos labirintos do mais violento fora-de-estrada que se possa imaginar.
Os condutores angolanos estão mais habituados às versões gasolina com cerca de 500 cv. Só lhes fica bem, até experimentarem este novo motor 4.4 diesel.