E em Agosto de 2008, foi anunciado como a primeiro vencedor da Bolsa Internacional, intitulada “Real People, Real CCIE”, tendo recebido como prémio um kit completo com material para autoestudo, incluindo um curso intensivo estimado em USD 15.000. Recentemente, foi para Londres, Reino Unido, onde durante 12 dias recebeu formação em “Expert-Level”.
Falamos de Jeriel Pedro Atienza, o primeiro angolano que aos 22 anos, obteve o certificado internacional de qualidade CCIE # 24263 (R / S), em matéria de rede de Internet.
Ficamos a saber que foi distinguido com um prémio internacional. Diga que prémio é este e qual é a razão da distinção?
Primeiramente, fizemos um desafio na Internet , em Julho de 2008, entre internautas no ramo da Cisco, na área dos expert’s, um desafio muito longo que durou mais ou menos mês e meio. Depois deste período, recebi, num dia destes, por volta das 4h00 da manhã, um email dizendo que eu tinha sido o campeão, entre os participantes de 50 países. Fui o primeiro aluno que internacionalmente conseguiu vencer esse desafio denominado “Internet work expert”. Em Março de 2009 estive em Londres onde durante duas semanas fui submetido a um treinamento intensivo e mais tarde fui a São José da Califórnia (EUA), onde, num só dia, efectuei o exame final em Cisco Certified Internet Expert (CCIE).
O que é a Cisco e que valência tem na vida prática?
A Cisco é como a multinacional Microsoft. Enquanto a Microsoft trabalha em sistemas operativos, com servidores, a Cisco trabalha direccionada para a Internet para empresas de grandes dimensões, é um mercado livre em termos de redes, no qual empresas como a Angola Telecom, a Mercury , só para citar estas, trabalham com um sistema da Cisco. Por isso, há toda a necessidade de haver esse tipo de certificado a nível mundial.
Explique-nos detalhadamente, como desenrolou esse desafio. Quais foram os moldes?
Sempre tive como paixão fazer o curso de Net Work porque eu comecei exactamente a fazer as coisas básicas e depois entrei na empresa “Internet Tecnologias de Angola” e lá havia vários profissionais que diziam que a CCIE era muito difícil de se obter e eu achava que não, o que me aguçou a vontade de experimentar esse desafio. Aos poucos fui fazendo esses cursos, primeiro CCNA, depois o CCNP, a seguir o CCIP (Internet Work Professional) e nos dois últimos anos fui fazendo o CCIE.
Esses cursos foram feitos por correspondência?
Exactamente. São daqueles cursos em que você estuda em casa e marca o exame on-line. Esse exame tem um código e se aprovares eles depois mandam-te a documentação. Todo esse processo, desde a inscrição, cursos, exames, até chegar à fase da outorga, quanto tempo consumiu? Foram cinco anos de estudos permanentes.
O facto de ser um angolano a conquistar esse prémio, isso diz-lhe alguma coisa?
Fiquei muito orgulhoso pelo facto, não só por ser angolano, mas, sobretudo, por ser o mais jovem num universo de 50 participantes de igual número de países, a obter o diploma da CCEI. Isso é muito bom! Que vantagem é que terá para a sua vida profissional ter em mãos este certificado? CCIE significa mercado amplo, mais visão em termos de conhecimentos e profissionalismo em relação à net work, redes, é uma mais-valia cuja dimensão não consigo avaliar.
Esse curso tem alguma valência académica?
Este curso não é muito familiarizado em Angola, onde a primazia vai para aqueles que concluem uma universidade, mas nos Estados Unidos da América, por exemplo, quem obtém o CCIE não se importa com a universidade. Costuma-se dizer que o CCIE é um “Phd” prático.
Foi sempre seu sonho estar ligado a esta actividade?
Sim, foi sempre meu sonho, desde criança. Comecei na programação de computadores, depois ingressei para a Net Work.
A partir do momento que obteve essa certificação, foi contactado por alguma empresa?
Até agora não, nenhuma empresa me contactou, pois neste momento estou desempregado. Mas estou receptivo a qualquer convite.
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