Duas exposições, uma do artista angolano Yonamine e outra colectiva de sete artistas baianos do projecto “Primeira Ponte”, serão inauguradas hoje, na cidade de São Paulo (Brasil), numa iniciativa da galeria Soso, em parceria com a Fundação Sindika Dokolo.
A mostra visa promover e divulgar a produção artística e a influência da diáspora africana pelo mundo. Trata-se de um espaço para artistas de diversas nacionalidades que possuem nos seus trabalhos uma influência ou relação com o legado, estético, cultural e histórico dos movimentos de africanos em todo o planeta.
“Yonamine” é um dos três representantes de Angola na 29ª Bienal de São Paulo, que acontece em Setembro deste ano. Trata-se de um artista que recicla memórias e objetos, montando com as suas obras uma crítica subtil e bem-humorada do seu tempo.
Tem-se destacado no circuito internacional de arte contemporânea, participando em importantes mostras como a Bienal de Veneza, em 2007, a Sharjah Biennial (Emirados Árabes) e a Bienal de Havana, as duas últimas, em 2009. A “Primeira Ponte” é parte de um projecto que integra a II Trienal de Luanda, desenhando-se a partir de três momentos diversos da interação entre a África e Bahia. Ela remete para o início desta relação – compreendido entre os séculos XVI e XIX, período da escravidão, apresentando o trabalho de artistas que utilizam linguagens contemporâneas para expressar a forte influência da cultura africana.
Entretanto, estão em exposição obras de nomes consagrados, como Mario Cravo Neto, e outros que mais recentemente se têm destacado no circuito local e em eventos internacionais de artes visuais, como o próprio filho de Mario, Christian Cravo, Ayrson Heráclito, Eneida Sanches, Gaio Matos, Flavio Lopes e Marcondes Dourado.
A Galeria SOSO arte contemporânea africana foi aberta em Fevereiro de 2009 e tem como objetivo, promover e divulgar a produção artística contemporânea de África, actualizar o referencial estético e desfazer estereótipos relativos à presença africana no mundo.