A XI Bienal Internacional de Gravura Caixanova 2010, a decorrer de 10 de Agosto a 31 de Setembro na capital espanhola, Madrid, volta a ser motivo de conversa entre os concorrentes ao galardão.
Convocada em Fevereiro último pela Caixanova, deu os passos preliminares com a recepção das obras de candidatos de vários países, entre os quais Angola, que se fará representar no evento pelo gravurista, António Feliciano Dias dos Santos “Kidá”, a convite da Embaixada daquele país em Luanda. Trata-se de uma competição voltada essencialmente à gravura onde cada artista poderá concorrer com um máximo de duas obras inéditas e originais, cuja medida do papel não poderá ser inferior a 50 centímetros nem superior a 70×100.
O vencedor do concurso receberá da organização, uma medalha de ouro e 9 mil euros e o segundo classificado uma medalha de prata e 3 mil, ao passo que o terceiro receberá uma medalha de bronze e mil e 500 euros. O galardão inclui ainda, cinco menções honrosas e 600 euros.
Entretanto, a segunda fase do concurso prossegue com a selecção das obras recepcionadas e culminará, nos próximos dias, com uma exposição e premiação de outras melhor apresentadas.
As que não observarem tais requisitos serão devolvidas aos proprietários com um valor simbólico.
Indagado quanto a expectativa das obras enviadas, Kidá referiu que não há motivos para tanta preocupação, uma vez que o júri como edilidade máxima e conhecedor da matéria observará, assim, todos os detalhes relacionados com as obras.
Representante de Angola em diferentes eventos de gravura, Kidá criou aquele que viria a ser seleccionado como o logótipo da participação angolana na Expo Zaragoza 2008, um simbolismo que faz referência à água como elemento fundamental à vida humana.
Docente da disciplina de gravura na Escola Média de Artes Plásticas do Ministério da Cultura, é finalista do Curso de Sociologia no ISCED, em Luanda. Participou em várias exposições individuais e colectivas de artes plásticas no país e no estrangeiro desde 1980.
Naquele ano, teve outras formações nas áreas do desenho, pintura, cerâmica, mas apesar de tudo, preferiu a gravura para dar sequência a esta modalidade, por entender que as artes não podiam resumir-se apenas à pintura, tão pouco à escultura.