
Yola Semedo, Yanick Afroman, Calado Show e o grupo de dança Batotoyeto são as atracções culturais que estão a dominar as atenções do público na 27ª edição da Feira Internacional de Luanda, que decorre desde terça-feira última até ao seu término este domingo, na capital do país.
Para surpresa de todos, o primeiro dia do evento foi marcado pela realização de um concerto de Yola Semedo e Yanick, no stand da operadora angolana de telefonia móvel Movicel, num espectáculo bastante concorrido e aplaudido por vários expositores, turistas e visitantes vindos de diferentes países e anfitriões presentes no local.
Um dia depois, a parte artístico cultural da FILDA 2010 prosseguiu no mesmo espaço com actuações do grupo de dança Batotoyeto e do humorista Calado Show. Yannick teve direito a bis no pavilhão da Movicel que promete a actuação, nos próximos dias, de outros grupos e artistas a serem anunciados na devida altura.
A Unitel, concorrente da Movicel no negócio da telefonia móvel, não quis ficar atrás no aspecto artístico. Por isso mesmo, ontem, dia dedicado a si,espectáculos de variedades, incluindo Calado Show e no Pavilhão dos petróleos, Yanick Afroman e algumas surpresas cujos responsáveis preferiram não anunciar de momento.
A área da moda e confecções afigura-se como uma das mais representativas na FILDA 2010, com diversos artigos em vários stands, caprichados com criações de épocas diferentes desde o clássico, executivo ao social. Por exemplo, no Stand Multiservices de Sara de Almeida, representante de Moçambique, dá-se conta de uma linha diversificada de roupa típica africana, para além de vários acessórios como colares, punhos, brincos,bolsas, entre outros.
No local foi igualmente criado um espaço que serve de montra, visando criar oportunidades intercâmbio no domínio da moda. “A nossa intenção é criar parcerias para fazer chegar a Luanda criações vindas de Moçambique”, refere a expositora. Sara de Almeida, que participa pela segunda vez no certame, realçou que para a preparação da mostra foram necessários 90 dias. Considerou que o movimento de prováveis clientes na feira tem sido razoável, mas diz que acredita no surgimento de novas oportunidades, à semelhança do que que se fez presente pela primeira vez.
Para Josephine Naana Agyarko, representante do House Of Damaris, do Gana, que também trouxe para este certame uma gama diversificada de trajes africanos, a FILDA é uma oportunidade que permite o intercâmbio entre criadores têxteis, a sua área de actuação. Josephine Agyarko referiu igualmente que apesar das leis do país serem um pouco rigorosas, tudo poderá ser feito, seguindo os seus trâmites de modo a estreitar estas relações, uma vez que a sua intenção é de criar parcerias com estilistas e empresários angolanos na área de confecções e mostrar à juventude e não só o que de bom há ao nível desta arte.
A preços de concorrência e à semelhança dos stands já referenciados, o quiosque Belinha & Filhos, que também mantém uma certa tradição quanto a presenças na Feira Internacional de Luanda, regista, desde os primeiros dias, um número acentuado de jovens em busca de indumentárias de festas e não só, algumas delas brasileiras e portuguesas, de Inverno e Verão. Satisfeita por um lado e preocupada por outro, a responsável do stand, Ana Maria da Silva, apelou à organização para a redução do preço dos ingressos nos próximos eventos de modo a permitir o acesso do maior número possível de pessoas à feira.
Nesta edição, a literatura conta apenas com duas representações: a angolana Texto Editores e uma brasileira, esta última com vários volumes de autores daquele país, incluindo enciclopédias, dicionários, entre outros títulos.
A anfitriã Texto Editores, que comporta 21 editoras, entre as quais, Nzila, Asa e Dom Quixote, reúne 100 títulos de autores nacionais como Pepetela, Manuel Rui Monteiro, Ondjaki, José Luandino Vieira, entre outros, e estrangeiros. Outras publicações como Atlas, dicionários e livros infantis constam igualmente das obras expostas.
Vocacionada à produção bibliográfica, a Texto Editores foi vencedora do concurso da reforma curricular dos produtos de ensino para a 7ª a 9ª classe. Na área da discografia, a FILDA 2010 conta apenas com um representante voluntário.